sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Conservação e Restauro de uma pintura sobre tábua - São Roque de Montpellier


Vista geral da obra antes e após a intervenção de C&R. 
Verificavam-se inúmeros problemas de conservação nesta obra, 
salientando-se o mais notório de todos, ou seja,
as lacunas na superfície polícroma, 
as quais prejudicavam e interrompiam a leitura completa 
e correcta da obra, bem como o seu discurso pictórico. 
O resultado final é bastante satisfatório
 e mais um dos nossos clientes 
ficou plenamente satisfeito com os nossos serviços.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Destacamentos de policromia

Início da fase de pré-fixação da policromia em desagregação,
 numa pintura sobre suporte de madeira. Momentos difíceis.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Intervenção de C&R numa escultura de vestir de cariz processional

Intervenção de C&R numa escultura de vestir de cariz processional, 
representando o Senhor Jesus dos Passos.
 Registo fotográfico do rosto antes e após a intervenção.



quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Senhor dos Passos - fase final da intervenção de C&R

Fase final dos trabalhos de c&r. Aspecto do rosto após a intervenção, antecipando a colocação da embalagem de protecção para entrega ao cliente.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Obra em intervenção de Conservação e Restauro - Escultura do Senhor dos Passos

Rosto de uma escultura de vestir, 
de cariz processional, 
representando o Senhor dos Passos.
fase da reintegração cromática. 

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Conservação e Restauro - pintura sobre madeira representando São Domingos de Gusmão

Em tempo de "silly season", damos por concluído mais um trabalho de C&R numa tábua que representa o fundador da Ordem dos Pregadores (Dominicanos). Existiam Vários problemas de conservação nesta obra, tanto ao nível do suporte, bem como ao que concerne às camadas superficiais (policromia e preparação), os quais foram eliminados, restituindo à obra a sua dignidade e beleza intrínseca. 
Obrigado por visitar o nosso blog.
Vamos ao próximo!

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Aula na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL) - A experiência de um Conservador-restaurador

Ontem estive na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL) a convite de uma colega responsável por uma das cadeiras do 3º ano da Licenciatura em Conservação e Restauro. O objectivo da aula era a transmissão da minha experiência enquanto Conservador-restaurador, bem como a minha relação com os meus clientes-tipo (Paróquias, Misericórdias, Irmandades, Confrarias, etc). Foi uma apresentação bastante interessante e que considero terá sido proveitosa, tanto para os estudantes, como para mim próprio. Procurei na minha intervenção abordar vários aspectos relacionados directamente com a actividade da C&R, mas também falar das relações humanas entre o Conservador-restaurador e os responsáveis tutelares de muito do Património Cultural Nacional. Foram ainda abordados os temas dos pseudo-restauros, intervenções inadequadas e mal dirigidas e a precariedade no armazenamento e acondicionamento de bens culturais religiosos que não estão ao culto. A minha abordagem procurou ainda sensibilizar e evidenciar as dificuldades que um conservador-restaurador sente, ao ingressar numa carreira independente, no sector da C&R dos Bens Culturais. Por outro lado, constatei que continuam a existir dificuldades e fragilidades na formação de conservadores-restauradores (provavelmente agravadas com a introdução de Bolonha...) e são escamoteados vários temas fundamentais para quem irá no futuro exercer esta profissão. É óbvio que não se poderão nunca abordar todos os temas e áreas de formação relacionadas com a actividade e, concomitantemente, alguns pontos de debate importantes, tenderão a ser esquecidos, não fazendo parte da matéria curricular... Mas cada instituição terá os seus métodos e caminhos a trilhar, tendo cada uma delas procurado seguir certamente um programa que considera mais consistente e adequado à formação dos conservadores-restauradores. 
Experiência a repetir!

quinta-feira, 6 de março de 2014

CONGRESSO: de Viollet-le-Duc à Carta de Veneza - Teoria e prática do restauro no espaço Ibero-Americano

A colocar na agenda.
 Formulário de inscrição disponível a partir de Abril.
Call for papers: 
Até 30 de Abril de 2014 - envio de resumos; 
30 maio - notificação de aceitação;
26 Setembro- envio de comunicações; 
24 Outubro- notificação de aceitação/pedido de alterações;
05 de Novembro - texto final para publicação


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Boas Festas!

Desejamos a todos os nossos clientes, amigos, visitantes do blog e interessados na boa conservação do Património Cultural, um Santo e Feliz Natal, com muita esperança num mundo melhor, mais fraterno e solidário. Boas Festas!
(Na imagem: Pormenor do Presépio da Basílica dos Mártires -
Datado do século XVIII, este presépio encontra-se 
montado numa maquineta original do mesmo século. 
Algumas das figuras em terracota são atribuídas à 
escola de Machado de Castro, sendo-lhe, ainda, 
apontadas influências da tradição presepista do norte.)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

CONSERVAÇÃO E RESTAURO - ESCULTURA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

                                                              -antes da intervenção-
-após a intervenção-
Vista geral de uma imagem escultórica do Sec. XVIII,  representativa de  Nª Srªda Conceição, ficando-nos a dúvida se a sua invocação original seria esta... (Nª Srª da Ascensão?).  Esta obra apresenta repolicromia total, sendo a mesma mantida por opção do proprietário. A obra era afectada por diversas patologias, desde inúmeros elementos metálicos oxidados, os quais afectavam já as camadas de preparação e policromia.Além disso, verificava-se também ataque parcial de insectos xilófagos, oxidação da folha de prata na base, destacamentos da policromia, bem como lacunas na mesma... Nos fotogramas observamos a obra antes e após a intervenção de conservação e restauro.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

CONSERVAÇÃO E RESTAURO - ESCULTURA DE NOSSA SENHORA DAS MERCÊS


Imagem escultórica em madeira policromada (Sec. XVII),  representando Nª Srª das Mercês. Aspecto do rosto e peito antes e após a intervenção de conservação e restauro. No registo superior são visíveis as lacunas da policromia bastante pronunciadas, verificando-se já no fotograma inferior o preenchimento e reintegração das mesmas.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS



Imagem em gesso policromado, de meados do Sec.XX,
a qual apresentava várias patologias ao nível do suporte
e das camadas superficiais.
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

CONSERVAÇÃO E RESTAURO - CRISTO CRUCIFICADO EM MARFIM





Imagem indo-portuguesa de
Cristo crucificado agonizante
de finais de Setecentos.
Marfim com vestígios de policromia.
Cruz não coeva.
A patologia mais problemática observada
era a fractura do braço direito,
na zona de encaixe no tronco.
Registos antes e após a
intervenção de conservação e restauro.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

NOTA DE OPINIÃO PUBLICADA NA REVISTA "INVENIRE" Nº 3 * JUL.- DEZ. 2011 (REVISTA DOS BENS CULTURAIS DA IGREJA)

remoção de repintes numa escultura em madeira policromada

*Imagens ou esculturas? Entre a expectativa dos fiéis e as necessidades da intervenção*

“ A imagem sagrada, o ícone litúrgico, representa principalmente Cristo. Não pode representar o Deus invisível e incompreensível; foi a Encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova economia das imagens… A iconografia cristã transpõe para a imagem a mensagem evangélica que a Sagrada Escritura transmite pela palavra. Imagem e Palavra esclarecem-se mutuamente (…)”[1]

Com este pequeno excerto, podemos considerar o quanto a intervenção de conservação e/ou restauro é sempre complexa e delicada, aumentando a complexidade quando a obra a intervencionar mantém as suas características cultuais e devocionais, sobretudo quando a acção implique a alteração do aspecto estético que os fieis estão habituados a contemplar, no caso em que as obras tenham sido alvo de intervenções anteriores duvidosas e pseudo-restauros que tenham provocado alterações marcantes nas mesmas. Ora, “a obra de arte é, em primeiro lugar, resultante do fazer humano e, enquanto tal, não deve depender para o seu reconhecimento das alternâncias de gosto ou de moda (…)”[2]

Assim, consideramos pertinente abordar aqui de forma sucinta este tema, focando-o essencialmente neste aspecto: Imagens/Esculturas repintadas?  Conviver com elas ou buscar a sua essência original?
Em todas as paróquias esta situação é problemática, pois qualquer de nós, envolvidos na preservação do património cultural, já verificou que não existe praticamente nenhum espaço litúrgico, no qual não exista uma ou mais peças repintadas/repolicromadas, sejam elas bens integrados, sejam móveis, como é o caso específico da imaginária. Na maior parte dos casos serão situações ocorridas em tempos bastante recuados, embora coexistam também situações mais recentes. E, é aí que reside o problema, pois na maior parte dos casos, os fiéis habituaram-se ao aspecto adulterado que a imagem emana, ignorando tal facto. Em muitos casos, nunca conheceram a peça no seu estado original, dificultando pois assim a aceitação de uma intervenção que vá alterar aquilo que lhes é familiar e com que convivem e veneram desde sempre.

O conservador-restaurador nunca pode dissociar escultura e imagem no âmbito da intervenção que efectua, num contexto em que a obra esteja num espaço cultual, porquanto o valor estético e artístico que a primeira encerra está concomitantemente dependente da mensagem da segunda e vice-versa. Para o fiel, o que conta é a imagem. O que ela representa como exemplo de vida de alguém que para si é um arquétipo virtuoso, um modelo a seguir. No entanto, é também a missão do conservador-restaurador contribuir para a (in)formação e educação patrimonial do público em geral e, em especial, do grupo-alvo abordado. Para isso, deverá o mesmo promover acções de sensibilização na paróquia onde irá actuar, a fim de esclarecer dúvidas e afastar receios, no que respeita á intervenção a realizar em determinada peça.

Finalizando esta nossa pequena reflexão, consideramos ser muito importante promover mecanismos de diálogo que permitam, com a boa vontade de todos os envolvidos, diminuir os riscos consequentes da manipulação das obras. Apesar da complexidade que envolve o universo dos bens culturais, podemos concluir que é necessário cimentar uma profunda mudança de mentalidade, quer ao nível dos profissionais envolvidos, bem como dos responsáveis pela tutela e manutenção dos mesmos.
A conservação do Património deve fazer-se a favor da comunidade, com a comunidade e não contra ela.

                                      Eurico Rodrigues Conde
                                    (Conservador-restaurador)

Bibliografia
BRANDI, Cesare, Teoria do Restauro. Edições Orion. Amadora, 2006.
CALVO, Ana, Conservacion y Restauracíon – Materiales, Técnicas y Procedimientos – de la A a la Z. Ediciones del Serbal. Barcelona, 1997.
CARVALHO, Maria João Vilhena de, Normas de Inventário. Artes Plásticas e Artes Decorativas. Escultura. IPM. Lisboa, 2004.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, Gráfica de Coimbra, Lda, 1993.
CLERIN, Ph., La Sculpture. Toutes les techniques, Paris, 1988.
LÓPEZ, Maria José Gonzalez, Metodologia de Estudio y Criterios de Intervencíon en Escultura Policromada en el IAPH (II), Ph. Boletín del Instituto Andaluz del Patrimonio Histórico. Núm. 12. 1995. Pag. 44-49.
PHILIPPOT, Paul, La Restauration des Sculptures Polychromes. Studies in Conservation - International Institute for Conservation of Historic and Artistic Works. Vol. 15, Nº 4, 1970.

[1] Catecismo da Igreja Católica - Gráfica de Coimbra, Lda, 1993. P: 266.

[2] BRANDI, Cesare - Teoria do Restauro. Edições Orion. Amadora, 2006, p. 39

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

LIMPEZA QUÍMICA DE POLICROMIA EM CONSERVAÇÃO E RESTAURO





Nestes quatro registos, apresentamos várias zonas de uma
escultura de Cristo Crucificado, durante o processo de
limpeza química por via húmida (utilização de solventes em solução).
A sujidade aderente à policromia era composta por poeiras,
fuligem de velas, pingos e escorrências de cera.
Verificava-se também a existência de
variadas concreções e elementos estranhos à obra,
os quais foram removidos também por via mecânica, com recurso a bisturi.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

CONSERVAÇÃO E RESTAURO - CRISTO CRUCIFICADO III




Pormenor da cabeça da imagem escultórica de Cristo Crucificado,
da qual já colocámos imagens em posts anteriores.
No registo superior podemos observar uma fenda
na zona de assemblagem, bem como o
escurecimento/oxidação do verniz de protecção
e várias lacunas na policromia.
O fotograma inferior regista a mesma zona, após a intervenção.
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CONSERVAÇÃO E RESTAURO - CRISTO CRUCIFICADO II





Como no post anterior,
apresentamos aqui registos mais aproximados de uma imagem
em madeira policromada, na qual existiam várias patologias,
tanto ao nível do suporte,
como ao nível das camadas superficiais
(ataque de insectos xilófagos, lacunas volumétricas,
repintes parciais, fungos, concreções e sujidade de várias origens,
tais como fuligem, cera de velas, poeira...).
Registos fotográficos da zona superior
e inferior da imagem, antes e após a intervenção.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

CONSERVAÇÃO E RESTAURO - CRISTO CRUCIFICADO





Imagem em madeira policromada,
na qual existiam várias patologias,
tanto ao nível do suporte,
como ao nível das camadas superficiais
(ataque de insectos xilófagos,
lacunas volumétricas, repintes parciais,
fungos, concreções e sujidade de várias origens,
tais como fuligem, cera de velas, poeira...).
Registos fotográficos gerais da frente e reverso,
antes e após a intervenção.
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

CONSERVAÇÃO E RESTAURO - SÃO FRANCISCO XAVIER



Imagem em madeira policromada,
que se encontrava bastante debilitada ao nível do suporte,
devido á acção devastadora de insectos xilófagos.
Além disso, a peça apresenta repinte total,
o qual não foi removido,
uma vez que a opção metodológica
aplicada não contemplou essa acção
devido a variados factores,
sendo a existência de uma pequena percentagem
de policromia original subjacente a razão principal.
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