terça-feira, 14 de novembro de 2006

INVENTARIAR PARA QUÊ?


A inventariação do Património Cultural, seja ele móvel ou imóvel é muito importante, quer para as instituições que o tutelam, quer para os usufrutuários desse património – os cidadãos em geral.
Neste pequeno texto procuraremos fazer uma pequena abordagem e reflexão acerca da importância da Inventariação dos Bens Culturais Móveis da Igreja.
Os objectivos fundamentais de um projecto de inventariação, no caso concreto das paróquias, prendem-se com a necessidade imprescindível de se proceder ao controlo sistemático da quantidade e tipo de peças que existem.
A inventariação é também uma forma de protecção em relação a eventuais furtos, uma vez que ao existirem registos documentais escritos e/ou fotográficos, será muito mais difícil a sua comercialização nos mercados de arte. Além disso, facilitará o trabalho das autoridades policiais, no que respeita á investigação, localização e consequente recuperação da peça.
O trabalho de inventariação deve ser realizado através do preenchimento de uma Ficha de Inventário, na qual deverão constar anexos gráficos e/ou fotográficos.Esta ficha deve ser bastante abrangente, para que as peças de todos os grupos tipológicos (Escultura, Pintura, Talha Dourada, Mobiliário, Têxteis, Alfaias Liturgicas...) possam ser enquadradas na mesma. Nesta ficha, devem igualmente estar presentes todos os elementos considerados adequados à identificação e caracterização das peças a inventariar. Estas fichas de inventariação manuais, também podem (e devem) ser convertidas em versão informatizada, reunindo todos os elementos numa base de dados. Existem já vários programas informáticos vocacionados para esta área, estando inclusivamente a ser utilizados, pelo menos, numa Diocese do país (Porto).
Descrevemos de seguida e de forma pontual os elementos mais importantes, que devem constar numa ficha de inventário de Bens Culturais Móveis:
- Ano da inventariação;
- Número de código (ordem);
- Número de colecção (grupo tipológico);
- Número de ordem (dentro da colecção);
- Designação/nome;
- Localização/Proprietário;
- Descrição geral;
- Época;
- Autoria/Atribuição;
- Função inicial;
- Função actual;
- Descrição técnica [ Dimensões, peso, tipo(s) de material(ais), cor... ]
- Estado de conservação;
- Diagnóstico/terapêutica;
- Referências bibliográficas;
- Documentação gráfica existente;
- Documentação fotográfica existente;
- Observações;
- Identificação técnica (data do preenchimento, técnico(s) responsável(eis), consultor(es) e coordenador do projecto).
Para que a implementação de um projecto deste género se torne realidade é necessário o empenhamento de todos nós, técnicos ligados á defesa e conservação do património cultural, sendo imprescindível a uniformização de critérios, de modo a poder ser utilizado em toda a diocese. Por isso, para que exista rigor e credibilidade neste tipo de trabalho, o mesmo deverá ser realizado por técnicos com formação adequada (Por ex: Técnico Superior de Conservação e Restauro).
Eurico José S. Rodrigues Conde
(Lic. em Conservação e Restauro)


sexta-feira, 10 de novembro de 2006

EURICO RODRIGUES CONDE

CONSERVAÇÃO E RESTAURO DE BENS CULTURAIS
SÓCIO Nº 148 DA ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DE
CONSERVADORES-RESTAURADORES
DE PORTUGAL
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Consultoria em Conservação e Restauro de Obras de Arte
Conservação e Restauro de:
Escultura
Pintura
Talha Dourada e Policromada
Mobiliário
Cerâmica
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Identificação e Classificação de Bens Culturais

Rua Nova da Boavista, 37-b
2070-105 CARTAXO
Telf. 243704938
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