segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

CONSERVAÇÃO E RESTAURO - SANTO ANTÃO (III)



Aspecto da cabeça de uma escultura de Santo Antão,
antes e após a intervenção de conservação e restauro.
Procedeu-se ao levantamento de repintes por via mecânica,
com recurso a bisturi (na carnação, cabelo e barba)
e por via química, com recurso a solventes (nos panejamentos).
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CONSERVAÇÃO E RESTAURO - SANTO ANTÃO (II)



Como no anterior post, apresentamos aqui uma vista geral
da imagem escultórica de Santo Antão, mas desta vez do seu reverso.
Podemos observar o repinte grosseiro (registo superior),
bem como a magnífica policromia obtida através
da técnica decorativa do "estofado" (registo inferior).
Verificamos a ausência dessa técnica na zona central,
uma vez que estas zonas eram, frequentemente, menos
decoradas por uma questão de economia temporal e material,
mais concretamente no ouro, o qual já era caro e muito precioso na época.
Procedemos apenas á reintegração de lacunas da policromia na zona central,
pois aí as mesmas provocavam um efeito inestético maior,
interrompendo a leitura do conjunto.
Nas áreas estofadas, limitámo-nos a limpar o suporte de madeira nas zonas de lacunas,
tonalizando posteriormente os rebordos das mesmas a fim de atenuar o seu efeito negativo,
homogeneizando e harmonizando a leitura da obra.
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CONSERVAÇÃO E RESTAURO - SANTO ANTÃO



Vista geral da frente de uma imagem que inicialmente
apresentava repintes totais na superfície.
Procedeu-se á remoção e levantamento desses repintes
por via química e via mecânica. Essa acção devolveu á peça
grande parte da sua beleza e esplendor originais,
apesar de algum desgaste superficial da camada policroma e dourada.
A patologia principal (repinte de má qualidade) observada na peça é comum
a inúmeras peças existentes nas nossas igrejas e
são fruto do excesso de zelo, ignorância - e boa vontade, sem dúvida - que por vezes as mesmas eram (ou são?!?) tratadas,
pois o repinte era a forma que muitos paroquianos (ou pintores contratados)
encontravam para "embelezar" as imagens, procurando desse modo dar-lhe uma "vida nova".
A maior parte dessas acções foram desastrosas para o nosso património cultural,
sendo possível "ressuscitar" muitas dessas obras,
restituindo-lhes muita da sua beleza e magnificência originais,
como é exemplo o caso concreto que apresentamos neste post.
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