NOVIDADE: SERVIÇO GRATUITO DE CONSULTORIA EM CONSERVAÇÃO PREVENTIVA

NOVIDADE: SERVIÇO GRATUITO DE CONSULTORIA EM CONSERVAÇÃO PREVENTIVA
Temos o prazer de informar que disponibilizamos um serviço de aconselhamento gratuito, no âmbito da Conservação Preventiva de Bens Culturais.

Este serviço é especialmente dirigido às Paróquias, Irmandades, Misericórdias ou particulares, que pretendem manter as suas colecções nas melhores condições de conservação.

Prestamos aconselhamento no que respeita às rotinas de arejamento dos espaços que abrigam as obras de arte; às rotinas de limpeza (poeiras, excrementos de insectos e roedores…); sistemas de fixação em imaginária processional; transporte e/ou trasladação de obras de arte, bem como outro tipo de questões ou dúvidas que possam eventualmente existir.

A degradação dos Bens Culturais aumenta a cada dia que passa, sendo fundamental agilizar os meios básicos imprescindíveis para a minimizar.



Por isso, contacte-nos, antes que seja tarde demais.



O nosso Património Cultural Precisa de si!




Obrigado






CONSERVANDO O PASSADO, PARA GARANTIR O FUTURO... ***




PRESERVING THE PAST, TO ENSURE THE FUTURE... ***



BREVE APRESENTAÇÃO / SHORT PRESENTATION

Eurico José da Silva Rodrigues Conde,

Sócio nº 148 da ARP (Associação Profissional de Conservadores-restauradores de Portugal)

Licenciado em Conservação e Restauro de Bens Culturais pelo Instituto Politécnico de Tomar. Efectuou o Estágio Final de Curso no Instituto Português de Conservação e Restauro (Antigo Instituto de José de Figueiredo), com especialização da sua actividade nas áreas da Escultura, Talha Dourada/Policromada.



Nos últimos anos tem colaborado com algumas instituições públicas e privadas das quais destacaríamos:

IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, IP); Seminário dos Olivais (Lisboa); Basílica dos Mártires e Igreja de Nª Srª da Encarnação (ambas no Chiado - Lisboa), assim como com inúmeras Paróquias das Dioceses de Lisboa, Setúbal, Leiria-Fátima, Algarve e Santarém. Colabora também regularmente e quando solicitado, como consultor, com várias autarquias e instituições museológicas. Consideramos que os Bens Culturais legados pelos nossos antepassados são um elemento fundamental na vivência do quotidiano da Igreja e da nossa sociedade.

Como tal, urge conservá-los e proceder de modo a prolongar as suas “vidas”, para que as gerações vindouras possam usufruir do mesmo prazer de contemplação, tal como usufruímos no presente.

Assim, o nosso compromisso na salvaguarda dos Bens Culturais, está bem alicerçado em critérios éticos inerentes á nossa profissão, bem como assenta num profundo sentido de responsabilidade e honestidade, na relação com os nossos clientes e nos trabalhos que nos são confiados.



Obrigado por nos visitar!

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Eurico José da Silva Rodrigues Conde,



Degree in Conservation and Restoration of Cultural Heritage by the Polytechnic Institute of Tomar - Portugal. Made the Final Stage of Stroke in Portuguese Institute of Conservation and Restoration (former Instituto José de Figueiredo), with specialization in their activities in the areas of sculpture, gilt/polychromated.



In recent years has collaborated with some public and private institutions of which detach: IGESPAR (Institute for Management Architectural and Archaeological Heritage, IP); of Olivais Seminar (Lisbon), Basilica of the Martyrs and Church of N ª Sr ª da Encarnação (both in Chiado - Lisbon), as well as numerous Dioceses Parishes of Lisbon, Setúbal , Leiria-Fatima, Algarve and Santarém. Also works regularly and when requested, as a consultant, with several municipalities and museum institutions.

We believe that the Cultural Legacy by our ancestors are a key element in the experience of everyday life of the Church and our society. As such, need to keep them and proceed in order to extend their "lives", so that future generations can enjoy the same pleasure of contemplation, as we enjoyed in the present.

Therefore, our commitment to the safeguard of Cultural Heritage, is well grounded in ethical criteria inherent to our profession and is a deep sense of responsibility and honesty in the relationship with our clients and the work we are entrusted.



Thanks for visiting us!







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Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011

NOTA DE OPINIÃO PUBLICADA NA REVISTA "INVENIRE" Nº 3 * JUL.- DEZ. 2011 (REVISTA DOS BENS CULTURAIS DA IGREJA)

remoção de repintes numa escultura em madeira policromada

*Imagens ou esculturas? Entre a expectativa dos fiéis e as necessidades da intervenção*

“ A imagem sagrada, o ícone litúrgico, representa principalmente Cristo. Não pode representar o Deus invisível e incompreensível; foi a Encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova economia das imagens… A iconografia cristã transpõe para a imagem a mensagem evangélica que a Sagrada Escritura transmite pela palavra. Imagem e Palavra esclarecem-se mutuamente (…)”[1]

Com este pequeno excerto, podemos considerar o quanto a intervenção de conservação e/ou restauro é sempre complexa e delicada, aumentando a complexidade quando a obra a intervencionar mantém as suas características cultuais e devocionais, sobretudo quando a acção implique a alteração do aspecto estético que os fieis estão habituados a contemplar, no caso em que as obras tenham sido alvo de intervenções anteriores duvidosas e pseudo-restauros que tenham provocado alterações marcantes nas mesmas. Ora, “a obra de arte é, em primeiro lugar, resultante do fazer humano e, enquanto tal, não deve depender para o seu reconhecimento das alternâncias de gosto ou de moda (…)”[2]

Assim, consideramos pertinente abordar aqui de forma sucinta este tema, focando-o essencialmente neste aspecto: Imagens/Esculturas repintadas?  Conviver com elas ou buscar a sua essência original?
Em todas as paróquias esta situação é problemática, pois qualquer de nós, envolvidos na preservação do património cultural, já verificou que não existe praticamente nenhum espaço litúrgico, no qual não exista uma ou mais peças repintadas/repolicromadas, sejam elas bens integrados, sejam móveis, como é o caso específico da imaginária. Na maior parte dos casos serão situações ocorridas em tempos bastante recuados, embora coexistam também situações mais recentes. E, é aí que reside o problema, pois na maior parte dos casos, os fiéis habituaram-se ao aspecto adulterado que a imagem emana, ignorando tal facto. Em muitos casos, nunca conheceram a peça no seu estado original, dificultando pois assim a aceitação de uma intervenção que vá alterar aquilo que lhes é familiar e com que convivem e veneram desde sempre.

O conservador-restaurador nunca pode dissociar escultura e imagem no âmbito da intervenção que efectua, num contexto em que a obra esteja num espaço cultual, porquanto o valor estético e artístico que a primeira encerra está concomitantemente dependente da mensagem da segunda e vice-versa. Para o fiel, o que conta é a imagem. O que ela representa como exemplo de vida de alguém que para si é um arquétipo virtuoso, um modelo a seguir. No entanto, é também a missão do conservador-restaurador contribuir para a (in)formação e educação patrimonial do público em geral e, em especial, do grupo-alvo abordado. Para isso, deverá o mesmo promover acções de sensibilização na paróquia onde irá actuar, a fim de esclarecer dúvidas e afastar receios, no que respeita á intervenção a realizar em determinada peça.

Finalizando esta nossa pequena reflexão, consideramos ser muito importante promover mecanismos de diálogo que permitam, com a boa vontade de todos os envolvidos, diminuir os riscos consequentes da manipulação das obras. Apesar da complexidade que envolve o universo dos bens culturais, podemos concluir que é necessário cimentar uma profunda mudança de mentalidade, quer ao nível dos profissionais envolvidos, bem como dos responsáveis pela tutela e manutenção dos mesmos.
A conservação do Património deve fazer-se a favor da comunidade, com a comunidade e não contra ela.

                                      Eurico Rodrigues Conde
                                    (Conservador-restaurador)

Bibliografia
BRANDI, Cesare, Teoria do Restauro. Edições Orion. Amadora, 2006.
CALVO, Ana, Conservacion y Restauracíon – Materiales, Técnicas y Procedimientos – de la A a la Z. Ediciones del Serbal. Barcelona, 1997.
CARVALHO, Maria João Vilhena de, Normas de Inventário. Artes Plásticas e Artes Decorativas. Escultura. IPM. Lisboa, 2004.
CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, Gráfica de Coimbra, Lda, 1993.
CLERIN, Ph., La Sculpture. Toutes les techniques, Paris, 1988.
LÓPEZ, Maria José Gonzalez, Metodologia de Estudio y Criterios de Intervencíon en Escultura Policromada en el IAPH (II), Ph. Boletín del Instituto Andaluz del Patrimonio Histórico. Núm. 12. 1995. Pag. 44-49.
PHILIPPOT, Paul, La Restauration des Sculptures Polychromes. Studies in Conservation - International Institute for Conservation of Historic and Artistic Works. Vol. 15, Nº 4, 1970.

[1] Catecismo da Igreja Católica - Gráfica de Coimbra, Lda, 1993. P: 266.

[2] BRANDI, Cesare - Teoria do Restauro. Edições Orion. Amadora, 2006, p. 39

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