sexta-feira, 26 de junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
SANTA CECÍLIA - ANTES E APÓS INTERVENÇÃO
conservação, restauro, arte, património, igreja
conservação,
escultura,
ESTOFADO,
restauro,
SANTA CECÍLIA
terça-feira, 23 de junho de 2009
NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO - INTERVENÇÃO DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO
conservação, restauro, arte, património, igreja
conservação,
nossa senhora,
restauro,
ROSÁRIO
segunda-feira, 22 de junho de 2009
NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO - INTERVENÇÃO DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO

DOIS REGISTOS DESTE BELO EXEMPLAR
DA IMAGINÁRIA DO SÉCULO XVIII PORTUGUÊS
(ANTES E APÓS A INTERVENÇÃO)
conservação, restauro, arte, património, igreja
conservação,
nossa senhora,
restauro,
ROSÁRIO
segunda-feira, 15 de junho de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
RESTAURO DE IMAGEM DE ROCA


ASPECTO DO ROSTO E PEITO DA IMAGEM DE Nª SRª
ANTES E APÓS A INTERVENÇÃO DE
CONSERVAÇÃO E RESTAURO
OS DESTACAMENTOS DA POLICROMIA,
NESTE CASO CONCRETO, DEVIAM-SE,
SOBRETUDO AO ATAQUE DE INSECTOS XILÓFAGOS
NO SUPORTE DE MADEIRA
conservação, restauro, arte, património, igreja
escultura,
IMAGEM DE ROCA,
nossa senhora
quarta-feira, 10 de junho de 2009
IMAGEM DE ROCA - NOSSA SENHORA


TIPOLOGIA DE IMAGEM MUITO
DIFUNDIDA AO LONGO DO SÉCULO XVIII.
ESTAS IMAGENS ERAM POSTERIORMENTE VESTIDAS
E ADORNADAS COM CABELOS NATURAIS,
DANDO UM REALISMO CÉNICO IMPRESSIONANTE,
NAS PROCISSÕES EM QUE PARTICIPAVAM
conservação, restauro, arte, património, igreja
IMAGEM DE ROCA
terça-feira, 9 de junho de 2009
O que torna uma obra de arte uma obra religiosa?
Hoje trazemos aqui um tema bastante interessante,
da autoria do Sr. Padre José Tolentino de Mendonça, o qual achamos pertinente lançar aqui no blog:
O que torna uma obra de arte uma obra religiosa?
"Toda a minha obra é religiosa"
Henri Matisse
1. Depois do sigilo divino esboçado nas Catacumbas, depois do ouro bizantino, da soberana epifania dos ícones, depois do Românico e do Gótico, do Barroco e de tudo o que, Modernidade adentro, se seguiu, torna-se imperioso perguntar: o que é que nos dá, na relação com uma obra de arte, a consciência de estarmos também diante de uma obra religiosa?
2. O século XX deve ao teólogo que orientou a tese de doutoramento de Adorno, Paul Tillich, a resposta mais esclarecedora. Ousando contrariar séculos de redundância, ele defende que aquilo que une Arte e Religião não é, em última análise, o motivo tratado, mas sim o estilo. Não basta moldar um crucifixo ou um santo, nem escolher como tópico da produção artística uma cena bíblica. Precisamente um entendimento assim conduziu à banalidade e à dispersão que avultam na representação do sagrado. Segundo Tillich, “o estilo artístico encontra em si mesmo uma significação religiosa”. Esta, ou existe no interior dele ou não existe de todo, pois não pode ser infundida, nem acrescentada. Nessa linha, a frase certeira de Matisse: “Na Arte, o que se pode dizer por palavras não conta”. O estilo é que constitui a genuína “experiência do Espírito”, o fluxo de criação que faz estalar pelo fundo da forma “os limites da forma”, que torna o visível invisível e, talvez, e talvez, vice-versa.
3. O que torna uma obra de arte uma obra religiosa? Não é o primado do tema, nem o contexto de produção, exposição e uso. Cristina Campo, leitora devotada de Tillich, diria que o determinante está na categoria de “imperdoável”: nessa respiração não contemporânea e mesmo em ruptura com o seu contexto, que a faz mover em incontestável paixão pelo absoluto. “O que é não se pode dizer / pode-se dizer o que não é”, avisa o provérbio, pois daqui para a frente o que se disser por palavras não conta. Mas algumas imagens que a escritora italiana descobre trazem em nosso socorro o indizível: a da seta que em nenhum momento é mais imóvel do que em pleno voo, a dos olhos que «fitaram a beleza e não fugiram dela». Sobre as representações precisamente, já o místico Angelus Silesius escrevera, exortando (estranhamente?) não a um convicto apego, mas a uma sereníssima indiferença: “Só para quem o nada for tudo, e o tudo for nada poderá compreender a face de Deus”.
4. O que torna uma obra de arte uma obra religiosa? Acompanhando as pinturas de Ilda David', nos magníficos espaços da Capela e Claustro do Seminário Conciliar de Braga, é essa pergunta que regressa, uma e outra vez. Reconheço em cada pintura o motivo teológico; sou capaz de ler, por estas imagens, as pregas da narrativa bíblica; folheio, do mesmo modo que vejo, do mesmo modo que oiço, a sintaxe inapagável de Paulo. Mas é isso? E é isso que me prende? É isso que me dá a vontade de fazer aquilo que Hegel dizia que a Arte do nosso tempo já não faz, colocar-nos de repente de joelhos?
5. O que torna estas obras uma obra religiosa? Sei, como São Paulo diria, “com temor e tremor” (FI 2,12) , que a natureza religiosa destas tábuas não lhes advém directamente do motivo que elaboram, mas do modo, do estilo com que o fazem, e que nelas é um segredo, anterior, interior, até recôndito. Estas superfícies entreabertas e instáveis, como se sofressem um permanente abalo, radicalizam a dificuldade da representação. Se já é tarefa árdua, num território seguro, fazer emergir a figura, quanto mais no estilhaçado, no íngreme, no desfeito, como aqui continuamente se tenta! É como quem levasse até ao extremo a impossibilidade de nomear, para aí então encontrar o possível da nomeação. Como quem calasse para só então proferir. A Palavra viva?
José Tolentino Mendonça 08.06.09
In Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/snpcultura/tvb_o_que_torna_uma_obra_de_arte_uma_obra_religiosa.html
da autoria do Sr. Padre José Tolentino de Mendonça, o qual achamos pertinente lançar aqui no blog:
O que torna uma obra de arte uma obra religiosa?
"Toda a minha obra é religiosa"
Henri Matisse
1. Depois do sigilo divino esboçado nas Catacumbas, depois do ouro bizantino, da soberana epifania dos ícones, depois do Românico e do Gótico, do Barroco e de tudo o que, Modernidade adentro, se seguiu, torna-se imperioso perguntar: o que é que nos dá, na relação com uma obra de arte, a consciência de estarmos também diante de uma obra religiosa?
2. O século XX deve ao teólogo que orientou a tese de doutoramento de Adorno, Paul Tillich, a resposta mais esclarecedora. Ousando contrariar séculos de redundância, ele defende que aquilo que une Arte e Religião não é, em última análise, o motivo tratado, mas sim o estilo. Não basta moldar um crucifixo ou um santo, nem escolher como tópico da produção artística uma cena bíblica. Precisamente um entendimento assim conduziu à banalidade e à dispersão que avultam na representação do sagrado. Segundo Tillich, “o estilo artístico encontra em si mesmo uma significação religiosa”. Esta, ou existe no interior dele ou não existe de todo, pois não pode ser infundida, nem acrescentada. Nessa linha, a frase certeira de Matisse: “Na Arte, o que se pode dizer por palavras não conta”. O estilo é que constitui a genuína “experiência do Espírito”, o fluxo de criação que faz estalar pelo fundo da forma “os limites da forma”, que torna o visível invisível e, talvez, e talvez, vice-versa.
3. O que torna uma obra de arte uma obra religiosa? Não é o primado do tema, nem o contexto de produção, exposição e uso. Cristina Campo, leitora devotada de Tillich, diria que o determinante está na categoria de “imperdoável”: nessa respiração não contemporânea e mesmo em ruptura com o seu contexto, que a faz mover em incontestável paixão pelo absoluto. “O que é não se pode dizer / pode-se dizer o que não é”, avisa o provérbio, pois daqui para a frente o que se disser por palavras não conta. Mas algumas imagens que a escritora italiana descobre trazem em nosso socorro o indizível: a da seta que em nenhum momento é mais imóvel do que em pleno voo, a dos olhos que «fitaram a beleza e não fugiram dela». Sobre as representações precisamente, já o místico Angelus Silesius escrevera, exortando (estranhamente?) não a um convicto apego, mas a uma sereníssima indiferença: “Só para quem o nada for tudo, e o tudo for nada poderá compreender a face de Deus”.
4. O que torna uma obra de arte uma obra religiosa? Acompanhando as pinturas de Ilda David', nos magníficos espaços da Capela e Claustro do Seminário Conciliar de Braga, é essa pergunta que regressa, uma e outra vez. Reconheço em cada pintura o motivo teológico; sou capaz de ler, por estas imagens, as pregas da narrativa bíblica; folheio, do mesmo modo que vejo, do mesmo modo que oiço, a sintaxe inapagável de Paulo. Mas é isso? E é isso que me prende? É isso que me dá a vontade de fazer aquilo que Hegel dizia que a Arte do nosso tempo já não faz, colocar-nos de repente de joelhos?
5. O que torna estas obras uma obra religiosa? Sei, como São Paulo diria, “com temor e tremor” (FI 2,12) , que a natureza religiosa destas tábuas não lhes advém directamente do motivo que elaboram, mas do modo, do estilo com que o fazem, e que nelas é um segredo, anterior, interior, até recôndito. Estas superfícies entreabertas e instáveis, como se sofressem um permanente abalo, radicalizam a dificuldade da representação. Se já é tarefa árdua, num território seguro, fazer emergir a figura, quanto mais no estilhaçado, no íngreme, no desfeito, como aqui continuamente se tenta! É como quem levasse até ao extremo a impossibilidade de nomear, para aí então encontrar o possível da nomeação. Como quem calasse para só então proferir. A Palavra viva?
José Tolentino Mendonça 08.06.09
In Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
http://www.portal.ecclesia.pt/ecclesiaout/snpcultura/tvb_o_que_torna_uma_obra_de_arte_uma_obra_religiosa.html
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Conservar o património religioso
Conservar o património religioso
II Fórum de Arquitectura Religiosa promovido pela Turel regista dificuldades financeiras
Apenas 10% do que é património religioso em Portugal está dependente da construção. A grande preocupação está na área da conservação e restauro, pois o "volume de património é inversamente proporcional aos recursos financeiros existentes e disponíveis para intervenções", indica à AGÊNCIA ECCLESIA Varico Pereira, director técnico da Turel - Cooperativa de Promoção de Turismo Religioso.
A Turel regista uma crescente preocupação e sensibilização para a área patrimonial que vai envolvendo os responsáveis, mas "há ainda muito por fazer". O director técnico afirma que esta intervenção "não passa por trabalho de amadores mas por técnicos especializados na matéria. Se não houver intervenção está em risco a perda patrimonial".
Em causa está a possibilidade de se investir no turismo religioso e cultural. "Sem descurar a função religiosa e espiritual, a requalificação irá também promover o turismo cultural", explica Varico Pereira, assinalando que também o turismo pode ser uma ajuda à conservação do património.
Construção, conservação e restauro do património religioso foram as três tónicas que dominaram o II Fórum de Arquitectura Religiosa, promovido pela Turel. Esta cooperativa investe na salvaguarda e promoção do património religioso, trabalhando com as autarquias, as dioceses e entidades estatais. O recurso a programas comunitários tem permitido investir na salvaguarda patrimonial. Recentemente a Turel protocolou com a diocese de Lamego a requalificação de três igrejas. Varico Pereira assinala que "aos poucos, percebe-se a importância que o património religioso tem e a importância para a manutenção do património".
No decorrer do Fórum a diocese de Braga foi distinguida pela prática de conservação e restauro. Também da diocese de Braga, este D. Jorge Ortiga que pediu aos presentes, enquanto presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e Arcebispo de Braga, que envolvam e auscultem as comunidades na construção religiosa e não apenas quando o projecto está terminado.
Varico Pereira assinala que o apelo do Arcebispo Primaz foi "bem acolhido pelos presentes, nomeadamente entre muitos arquitectos que estavam a participar no Fórum", destacando que as "especificidades arquitectónicas, no âmbito religioso, que devem ser consideradas".
D. Jorge Ortiga, pediu mesmo aos arquitectos para que, em questões que envolvam projectos de ordem religiosa, procurem manter a seriedade e profissionalismo e "não se vendam" a gostos duvidosos de "algumas comissões de festas que, por terem algum dinheiro, consideram poder fazer o que querem". O Arcebispo apelou para que haja mais diálogo entre todas as partes envolvidas neste tipo de projectos arquitectónicos.
Já João Soalheiro, director do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, afirmou que "a arquitectura é um acessório incontornável da liturgia", sendo que a segunda se sobrepõe sempre à primeira.
Sobre a sensibilização para a preservação do património, o director dos Bens Culturais afirma ser "algo já adquirido pelos agentes pastorais", destacando que "hoje já ninguém questiona que uma intervenção na preservação e conservação do património tem de ser feita por técnicos capazes".
O Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja revelou que, nos próximos dias 17 e 18, Braga vai acolher o II Conselho Nacional dos Bens Culturais da Igreja, dedicado como o primeiro aos arquivos da Igreja e com o título "Memória das comunidades ao serviço da sociedade".
Brevemente a Turel organiza as IV Jornadas Luso Galaicas de Turismo Cultural e Religioso dedicando-se também a projectos locais com as dioceses.
In Agência Ecclesia, Com Diário do Minho
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=73533
II Fórum de Arquitectura Religiosa promovido pela Turel regista dificuldades financeiras
Apenas 10% do que é património religioso em Portugal está dependente da construção. A grande preocupação está na área da conservação e restauro, pois o "volume de património é inversamente proporcional aos recursos financeiros existentes e disponíveis para intervenções", indica à AGÊNCIA ECCLESIA Varico Pereira, director técnico da Turel - Cooperativa de Promoção de Turismo Religioso.
A Turel regista uma crescente preocupação e sensibilização para a área patrimonial que vai envolvendo os responsáveis, mas "há ainda muito por fazer". O director técnico afirma que esta intervenção "não passa por trabalho de amadores mas por técnicos especializados na matéria. Se não houver intervenção está em risco a perda patrimonial".
Em causa está a possibilidade de se investir no turismo religioso e cultural. "Sem descurar a função religiosa e espiritual, a requalificação irá também promover o turismo cultural", explica Varico Pereira, assinalando que também o turismo pode ser uma ajuda à conservação do património.
Construção, conservação e restauro do património religioso foram as três tónicas que dominaram o II Fórum de Arquitectura Religiosa, promovido pela Turel. Esta cooperativa investe na salvaguarda e promoção do património religioso, trabalhando com as autarquias, as dioceses e entidades estatais. O recurso a programas comunitários tem permitido investir na salvaguarda patrimonial. Recentemente a Turel protocolou com a diocese de Lamego a requalificação de três igrejas. Varico Pereira assinala que "aos poucos, percebe-se a importância que o património religioso tem e a importância para a manutenção do património".
No decorrer do Fórum a diocese de Braga foi distinguida pela prática de conservação e restauro. Também da diocese de Braga, este D. Jorge Ortiga que pediu aos presentes, enquanto presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e Arcebispo de Braga, que envolvam e auscultem as comunidades na construção religiosa e não apenas quando o projecto está terminado.
Varico Pereira assinala que o apelo do Arcebispo Primaz foi "bem acolhido pelos presentes, nomeadamente entre muitos arquitectos que estavam a participar no Fórum", destacando que as "especificidades arquitectónicas, no âmbito religioso, que devem ser consideradas".
D. Jorge Ortiga, pediu mesmo aos arquitectos para que, em questões que envolvam projectos de ordem religiosa, procurem manter a seriedade e profissionalismo e "não se vendam" a gostos duvidosos de "algumas comissões de festas que, por terem algum dinheiro, consideram poder fazer o que querem". O Arcebispo apelou para que haja mais diálogo entre todas as partes envolvidas neste tipo de projectos arquitectónicos.
Já João Soalheiro, director do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, afirmou que "a arquitectura é um acessório incontornável da liturgia", sendo que a segunda se sobrepõe sempre à primeira.
Sobre a sensibilização para a preservação do património, o director dos Bens Culturais afirma ser "algo já adquirido pelos agentes pastorais", destacando que "hoje já ninguém questiona que uma intervenção na preservação e conservação do património tem de ser feita por técnicos capazes".
O Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja revelou que, nos próximos dias 17 e 18, Braga vai acolher o II Conselho Nacional dos Bens Culturais da Igreja, dedicado como o primeiro aos arquivos da Igreja e com o título "Memória das comunidades ao serviço da sociedade".
Brevemente a Turel organiza as IV Jornadas Luso Galaicas de Turismo Cultural e Religioso dedicando-se também a projectos locais com as dioceses.
In Agência Ecclesia, Com Diário do Minho
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=73533
SANTO ANTÓNIO DE LISBOA (OU DE PÁDUA)


ASPECTO GERAL ANTES
E APÓS A INTERVENÇÃO
DE CONSERVAÇÃO E RESTAURO
(ESTE FOI UM DOS MEUS PRIMEIROS TRABALHOS...)
conservação, restauro, arte, património, igreja
barroca,
bens culturais,
conservação,
SANTO ANTÓNIO
terça-feira, 2 de junho de 2009
SÃO BERNARDO DE CLARAVAL
conservação, restauro, arte, património, igreja
escultura,
SÃO BERNARDO DE CLARAVAL
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Esculturas para tocar | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
"Exposição Esculturas para tocar"
Até 31 de Maio, o frade dominicano espanhol Alfonso Salas, expõe no Centro Cultural do Patriarcado de Lisboa (junto à Igreja de S. Vicente) «Esculturas para Tocar».
A mostra, que pode ser visitada das 10h00 às 17h00, é composta por 30 peças executadas em matérias-primas várias (madeira, bronze, pedra, poliéster).
Até 31 de Maio, o frade dominicano espanhol Alfonso Salas, expõe no Centro Cultural do Patriarcado de Lisboa (junto à Igreja de S. Vicente) «Esculturas para Tocar».
A mostra, que pode ser visitada das 10h00 às 17h00, é composta por 30 peças executadas em matérias-primas várias (madeira, bronze, pedra, poliéster).
conservação, restauro, arte, património, igreja
exposição
segunda-feira, 25 de maio de 2009
SANTA MARIA EGIPCÍACA
imagem em madeira policromada,
antes e após a intervenção
(image in polychromed wood,
before and after intervention)
conservação, restauro, arte, património, igreja
barroca,
escultura,
policromia,
santa maria egipcíaca
sexta-feira, 22 de maio de 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
A herança moderna | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
A herança moderna Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
Outra leitura muito actual, com a visão e análise do nosso estimado amigo, D. Manuel Clemente, Bispo do Porto.
Outra leitura muito actual, com a visão e análise do nosso estimado amigo, D. Manuel Clemente, Bispo do Porto.
Património, Herança e Memória - A cultura como criação | Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
Património, Herança e Memória - A cultura como criação Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura
livro bastante interessante do Dr. Guilherme d'Oliveira Martins, que recomendamos vivamente.
livro bastante interessante do Dr. Guilherme d'Oliveira Martins, que recomendamos vivamente.
terça-feira, 19 de maio de 2009
IMAGINÁRIOS CONTEMPORÂNEOS - IN REVISTA COMMUNIO
Teologia e cultura
Revista «Communio» dedica edição aos «imaginários contemporâneos»
Sucintamente, podemos definir imaginário como a fábrica de imagens, representações e visões, coletivas ou pessoais, que dá expressão à maneira de conceber a nossa relação com o mundo e com outrem. No plano individual, existe no homem uma dimensão intrínseca da função imaginária: a força do símbolo, o peso da imagem, constituem uma espécie de fantástico transcendental sem o qual não podemos passar; no plano coletivo, e segundo M. Eliade, a criação de mitos fornece aos homens modelos de comportamento, e dá à existência o seu verdadeiro sentido. Esta penetrante interpretação de Eliade, segundo Julien Ries, pôs em relevo um facto novo na definição de mito: "o comportamento mítico não é um comportamento pueril (...). É um modo de estar/ser no mundo... " Reconhece-se, deste modo, que as questões que o mito traz à reflexão são sempre atuais. Como o afirmava M. Maffesoli a propósito do enorme êxito dos livros de Harry Potter: "O sucesso do aprendiz de feiticeiro está aí para nos recordar que, a longo prazo, as sociedades têm necessidade de mitos. Elas criam-nos, recriam-nos, ou anicham-se naqueles que, sob formas diversas, sempre existiram."
No mundo ocidental, desde a época das Luzes, vivemos um poderoso movimento iconoclasta e de desmitologização: venera-se a "positividade", os factos históricos, a máquina, o racional. Ironicamente, ao querer-se superar o "obscurantismo" do mito cria-se um outro mito - o do positivismo. Deu-se, depois, o movimento contrário: o ressurgimento do imaginário, em geral, e do mito, em particular. Ora, os produtos que emergem da imaginação humana exercem uma atração bastante disseminada pelas várias formas de expressão cultural.
Este número da «Communio» pretende contribuir para uma reflexão sobre a pertinência de uma cultura da visão imaginativa, nomeadamente ao favorecer uma abertura ao Evangelho e ao cristianismo (dizia C.S. Lewis que na vida de Cristo "o mito se tornou realidade").
O fascículo abre com um artigo de Michael Devaux, Itinerarium imaginationis ad Deum, sobre até onde nos pode levar a imaginação no caso da literatura e, muito particularmente, da literatura fantástica hoje tão divulgada graças ao sucesso de livros - e também dos filmes a que deram origem - como O Senhor dos Anéis (J.R.R. Tolkien), Crónicas de Nárnia (C.S. Lewis) e a série de Harry Potter (J.K. Rowling).
A Bíblia constitui, como nota J. Tolentino Mendonça em A Bíblia e o Fantástico, um laboratório imenso e até desconcertante das possibilidades da linguagem humana, e portanto só seria de admirar que não recorresse às diversificadas ferramentas que a linguagem oferece: narrativa histórica ao lado da poética, ou Revelação e Imaginação. A abundante presença do fantástico no texto bíblico faz emergir o sobrenatural e o seu efeito tumultuoso, forçando as portas de um mundo que a mera razão e ordem natural não logram explicar. Ao mesmo tempo, contudo, a Bíblia investe num movimento teológico contrário, modificando este género literário em vista da coerência própria da Revelação.
Olivier Riaudel, em Prescindir do mito e da desmitologização, observa que o próprio Platão, que fixou e nos legou o conceito de mito criticando-o pelo seu antropomorfismo, não deixou de apelar a vários mitos. No que respeita ao programa de desmitologização de R. Bultmann, é evidentemente legítimo interrogar o enunciado dos textos mitológicos da Escritura; mas não pode ser adotada uma definição de mito tão simplista como a que o identifica com aquilo que o homem moderno, esclarecido e científico, tem por inaceitável ou incompreensível.
No artigo Da boa utilização da literatura fantástica, Suzanne Bray funda-se na sua experiência de docente universitária e sobretudo de "pregadora leiga" (anglicana) para explicar, com base em três exemplos concretos, que a atual literatura fantástica, assim como os filmes nela inspirados, se adequam à transmissão da mensagem cristã. Obras como as de C.S. Lewis, J.R Tolkien e J.K. Rowling, envolvendo ou não, explicitamente, a imagética cristã, socorrem-se da mitologia clássica e até da alquimia e estão impregnadas de simbolismo, poética e metáfora, o que lhes permite dizer o que de outro modo seria porventura inexprimível.
Até aqui, considerámos o imaginário enquanto incide no campo da literatura. Mas também no mundo físico, muitas vezes, imagens utilizadas para descrever os fenómenos são do domínio da fantasia e da imaginação, apoiando o domínio da experiência, método fundamental de verificação. Na Física quântica vamos encontrar uma experiência, descrita e explicada por Carlos Salema em O gato de Schrödinger, que procura entender o comportamento dos objetos quânticos, imaginando um gato dentro de uma caixa fechada. Segundo o postulado da sobreposição, dentro da caixa e enquanto não é observado, o gato está simultaneamente vivo e morto. Como observa o Autor do artigo, um outro gato conhecido com propriedades quânticas é o gato Cheshire de Alice no País das Maravilhas, que aparece e desaparece quando e como quer. Daqui podemos inferir que há experiências imaginárias importantes para fazer progredir a ciência.
Seria no mínimo questionável não nos referirmos, no âmbito desta temática, também o mundo virtual. António Spadaro SJ, em Second Life: o desejo de uma "outra vida", introduz-nos num mundo onde, de maneira simulada, temos a possibilidade de viver uma espécie de "segunda vida" digital. O artigo descreve pormenorizadamente este fenómeno que tem conquistado milhares de adeptos, avaliando os seus riscos e as suas oportunidades. A terra digital é igualmente, a seu modo, "terra de missão"; por isso, devemos estar atentos a um mundo no qual o homem pretende também encontrar-se a si mesmo. A terminar a secção temática, apresentamos o testemunho de uma jovem, M. Leonor Frazão, que nos fala da importância que têm para si as Histórias fantásticas.
Na secção Perspectivas, publica-se a conclusão do ensaio antropológico de F. Micael Pereira sobre Sexualidade. Não esquecendo que estamos a comemorar o Ano Paulino, apresenta-se ainda o artigo de Thomas Söding sobre a teologia paulina da liberdade. A fechar o número, António Rego deixa-nos uma meditação sobre os tempos livres, a propósito da publicação do caderno "Do tempo livre à libertação do tempo", da responsabilidade do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, e cuja leitura se recomenda vivamente.
Em 2009 a Revista «Communio» apresentará os seguintes temas: Entrada de Jesus em Jerusalém; Ação Social da Igreja; Um mundo que Nasce; Paternidade e Maternidade.
Maria C. Branco, Rui Madeira, José Patrício
In Revista Communio (Apresentação)18.05.09
http://www.revistacommunio.com/
Revista «Communio» dedica edição aos «imaginários contemporâneos»
Sucintamente, podemos definir imaginário como a fábrica de imagens, representações e visões, coletivas ou pessoais, que dá expressão à maneira de conceber a nossa relação com o mundo e com outrem. No plano individual, existe no homem uma dimensão intrínseca da função imaginária: a força do símbolo, o peso da imagem, constituem uma espécie de fantástico transcendental sem o qual não podemos passar; no plano coletivo, e segundo M. Eliade, a criação de mitos fornece aos homens modelos de comportamento, e dá à existência o seu verdadeiro sentido. Esta penetrante interpretação de Eliade, segundo Julien Ries, pôs em relevo um facto novo na definição de mito: "o comportamento mítico não é um comportamento pueril (...). É um modo de estar/ser no mundo... " Reconhece-se, deste modo, que as questões que o mito traz à reflexão são sempre atuais. Como o afirmava M. Maffesoli a propósito do enorme êxito dos livros de Harry Potter: "O sucesso do aprendiz de feiticeiro está aí para nos recordar que, a longo prazo, as sociedades têm necessidade de mitos. Elas criam-nos, recriam-nos, ou anicham-se naqueles que, sob formas diversas, sempre existiram."
No mundo ocidental, desde a época das Luzes, vivemos um poderoso movimento iconoclasta e de desmitologização: venera-se a "positividade", os factos históricos, a máquina, o racional. Ironicamente, ao querer-se superar o "obscurantismo" do mito cria-se um outro mito - o do positivismo. Deu-se, depois, o movimento contrário: o ressurgimento do imaginário, em geral, e do mito, em particular. Ora, os produtos que emergem da imaginação humana exercem uma atração bastante disseminada pelas várias formas de expressão cultural.
Este número da «Communio» pretende contribuir para uma reflexão sobre a pertinência de uma cultura da visão imaginativa, nomeadamente ao favorecer uma abertura ao Evangelho e ao cristianismo (dizia C.S. Lewis que na vida de Cristo "o mito se tornou realidade").
O fascículo abre com um artigo de Michael Devaux, Itinerarium imaginationis ad Deum, sobre até onde nos pode levar a imaginação no caso da literatura e, muito particularmente, da literatura fantástica hoje tão divulgada graças ao sucesso de livros - e também dos filmes a que deram origem - como O Senhor dos Anéis (J.R.R. Tolkien), Crónicas de Nárnia (C.S. Lewis) e a série de Harry Potter (J.K. Rowling).
A Bíblia constitui, como nota J. Tolentino Mendonça em A Bíblia e o Fantástico, um laboratório imenso e até desconcertante das possibilidades da linguagem humana, e portanto só seria de admirar que não recorresse às diversificadas ferramentas que a linguagem oferece: narrativa histórica ao lado da poética, ou Revelação e Imaginação. A abundante presença do fantástico no texto bíblico faz emergir o sobrenatural e o seu efeito tumultuoso, forçando as portas de um mundo que a mera razão e ordem natural não logram explicar. Ao mesmo tempo, contudo, a Bíblia investe num movimento teológico contrário, modificando este género literário em vista da coerência própria da Revelação.
Olivier Riaudel, em Prescindir do mito e da desmitologização, observa que o próprio Platão, que fixou e nos legou o conceito de mito criticando-o pelo seu antropomorfismo, não deixou de apelar a vários mitos. No que respeita ao programa de desmitologização de R. Bultmann, é evidentemente legítimo interrogar o enunciado dos textos mitológicos da Escritura; mas não pode ser adotada uma definição de mito tão simplista como a que o identifica com aquilo que o homem moderno, esclarecido e científico, tem por inaceitável ou incompreensível.
No artigo Da boa utilização da literatura fantástica, Suzanne Bray funda-se na sua experiência de docente universitária e sobretudo de "pregadora leiga" (anglicana) para explicar, com base em três exemplos concretos, que a atual literatura fantástica, assim como os filmes nela inspirados, se adequam à transmissão da mensagem cristã. Obras como as de C.S. Lewis, J.R Tolkien e J.K. Rowling, envolvendo ou não, explicitamente, a imagética cristã, socorrem-se da mitologia clássica e até da alquimia e estão impregnadas de simbolismo, poética e metáfora, o que lhes permite dizer o que de outro modo seria porventura inexprimível.
Até aqui, considerámos o imaginário enquanto incide no campo da literatura. Mas também no mundo físico, muitas vezes, imagens utilizadas para descrever os fenómenos são do domínio da fantasia e da imaginação, apoiando o domínio da experiência, método fundamental de verificação. Na Física quântica vamos encontrar uma experiência, descrita e explicada por Carlos Salema em O gato de Schrödinger, que procura entender o comportamento dos objetos quânticos, imaginando um gato dentro de uma caixa fechada. Segundo o postulado da sobreposição, dentro da caixa e enquanto não é observado, o gato está simultaneamente vivo e morto. Como observa o Autor do artigo, um outro gato conhecido com propriedades quânticas é o gato Cheshire de Alice no País das Maravilhas, que aparece e desaparece quando e como quer. Daqui podemos inferir que há experiências imaginárias importantes para fazer progredir a ciência.
Seria no mínimo questionável não nos referirmos, no âmbito desta temática, também o mundo virtual. António Spadaro SJ, em Second Life: o desejo de uma "outra vida", introduz-nos num mundo onde, de maneira simulada, temos a possibilidade de viver uma espécie de "segunda vida" digital. O artigo descreve pormenorizadamente este fenómeno que tem conquistado milhares de adeptos, avaliando os seus riscos e as suas oportunidades. A terra digital é igualmente, a seu modo, "terra de missão"; por isso, devemos estar atentos a um mundo no qual o homem pretende também encontrar-se a si mesmo. A terminar a secção temática, apresentamos o testemunho de uma jovem, M. Leonor Frazão, que nos fala da importância que têm para si as Histórias fantásticas.
Na secção Perspectivas, publica-se a conclusão do ensaio antropológico de F. Micael Pereira sobre Sexualidade. Não esquecendo que estamos a comemorar o Ano Paulino, apresenta-se ainda o artigo de Thomas Söding sobre a teologia paulina da liberdade. A fechar o número, António Rego deixa-nos uma meditação sobre os tempos livres, a propósito da publicação do caderno "Do tempo livre à libertação do tempo", da responsabilidade do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, e cuja leitura se recomenda vivamente.
Em 2009 a Revista «Communio» apresentará os seguintes temas: Entrada de Jesus em Jerusalém; Ação Social da Igreja; Um mundo que Nasce; Paternidade e Maternidade.
Maria C. Branco, Rui Madeira, José Patrício
In Revista Communio (Apresentação)18.05.09
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
SANTO ANTÓNIO DE LISBOA (OU PÁDUA)
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
NOSSA SENHORA DA SALVAÇÃO
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
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